Lembra do quanto eu gostava de tocar os nós dos seus dedos? Sua mão sempre foi maior e abraçava a minha assim como você me abraçava: por completo. Como se fosse ontem, me recordo das suas expressões tensas, dos seus ombros erguidos como que em defesa, e do seu “adeus” puro, sem complementos. O sorriso opaco, o toque errante, o seu abraço que parecia uma casa de outra pessoa. Não minha.
Seu abraço ainda era seu abraço, suas mãos ainda eram suas mãos, porém tudo parecia tão errado. Gostaria que você tivesse me dito o que pensou naquela tarde de novembro, sentado do meu lado, com olhos turbulentos.
Não sabia que aquela despedida era definitiva, entretanto, aqui estou em uma noite de dezembro sentindo falta de você.
idiossincrasias de Violet. hc.
“Tão ruim não ter noticias suas..”— - L ao quadrado






